21 de agosto de 2014

Uma surpresa atrás da outra


Criar gatos nos permite ter a possibilidade de ser surpreendida a todo o momento. Gatos são seres muito especiais, misteriosos, inspiradores e maluquinhos.



Estava eu na sala, o lugar onde passo boa parte das minhas horas de folga, quando o marido chega do trabalho e eu o sigo para o quarto. Ao entrar no tal cômodo, damos de cara com um gato que tem menos de um mês olhando pra gente no meio da cama. Foi uma situação muito surreal e engraçadíssima, ficamos com cara de tacho.

Não mechemos em nada e ficamos só observando, até que a dona mãe gata veio da cozinha, entrou na caixa/cama e tirou os outros dois filhotes e levou para a nossa cama onde o irmãozinho já estava esperando, e depois se jogou no meio. Pronto, foi só festa, miados estridentes e passinhos ligeiros em direção ao abismo que é à distância da cama para o chão. 




Entre os fleches para registrar o momento eu senti uma sensação muito boa, pois ter aceitado a dona Galega em casa foi uma das melhores coisas do ano, ela é uma gata de rua muito mais educada que muita gente e bicho que tem por aí, e desde que chegou vem trazendo muita felicidade para os nossos corações 

5 de agosto de 2014

Um domingo feliz ♥


Domingo tinha tudo para ser um dia "parado", de preguiça, mas o marido resolveu me arrancar da rotina monótona e me levou à praia. Mais uma vez fomos à praia do Pontal do Peba – AL, um lugar lindo, e dessa vez nos banhamos no lugar adequado, já que da primeira vez ficamos em um lugar sujo por não saber que o lugar de banho era em outro local.



Foi um dia muito agradável, relaxante, e apesar da chuva querer nos fazer voltar para casa no meio do caminho, a gente resolveu seguir em frente e quando chegamos a Penedo – AL lá estava o solzão para nos tostar durante o restante do dia, e ainda conseguimos pegar dois siris (só observamos e o soltamos para que seguissem suas viagens).







Eu preciso me desligar mais da ideia de: tenho muito que fazer, não posso ficar saindo. Temos uma vida só, e eu acabo me esquecendo disso às vezes, então obrigado meu amor, por me arrastar para esse passeio tão bacana, e por me ajudar a recolher conchinhas ^^











A viagem foi muito boa, deu para relaxar, para sentir a brisa e tudo de bom que a natureza tem a oferecer, mas voltar para casa foi muito melhor, não via a hora de ver minha turminha felina. 

Esse foi o meu domingo feliz 

1 de agosto de 2014

O menino dos fantoches de Varsóvia



[...] sempre que você vir um casaco comum pense no que pode existir em suas dobras, quais memórias podem estar escondidas em seus bolsos [...] páginas 391-392


O menino dos fantoches de Varsóvia tem sua narrativa desenvolvida na época do Holocausto. Um casaco com um tesouro de fantoches, e um garotinho armado com sua trupe é capaz de trazer um pouco de esperança onde já não era mais possível ter.

Mika herdou o casaco de seu avô após sua morte, e com ele veio junto um tesouro cheio de segredos, em cada bolso escondido o garotinho acabava encontrando um pedaço de tecido, uma cabeça de papel machê, e o príncipe um fantoche que irá testemunhar grandes acontecimentos de diferentes ângulos.

Com sua trupe o jovem Mika resolve fazer apresentações para a família, as crianças doentes, e aos poucos vai ficando conhecido e passa a ser solicitado para fazer apresentações em outros locais, até que ele é parado por um soldado alemão, e aí ele terá que também fazer shows para os temidos soldados. E depois de algum tempo e acontecimentos, Mika acaba perdendo seu príncipe para o soldado Max e em meio à guerra eles tem suas vidas entrelaçadas.  

O livro é dividido em três partes, onde a primeira parte fala sobre a história de Mika: toda a sua luta para conseguir ajudar sua família, seu desabrochar em meio a tanto sofrimento e a luta geral de todos os judeus. A segunda parte fala sobre a jornada do príncipe: quando os soldados nazistas são levados para a Sibéria, e Max é um deles, e essa parte do livro irá contar o que ele passou naquele lugar tão gelado e sombrio, o príncipe foi o seu companheiro na luta pela sobrevivência. A terceira parte é o Voltando para casa: onde a neta de Max tentará devolver o príncipe ao seu verdadeiro dono.

Apesar de falar de um assunto tão revoltante e já tratado em diversos livros que é o Holocausto, a autora conseguiu criar uma história muito bonita, mostrando que em meio a tanto horror e sofrimento é possível encontrar esperança, mesmo estando em suas últimas forças.


Eu adorei a leitura e recomendo a todos que leiam, vale a pena.